domingo, 29 de maio de 2011

Xirimóia.

Zona Norte. Frio. Congela acelerador Tia Cida! Meu pai lerdo atrás. Montanhas de vias e avenidas. Trânsito. Gente. Japoneses crianças brincando no sol. Carpete. Velocidade. Luzes acesas até de manhã. Lojas vinte e quatro horas. Disk pizza, bebida, geléia e ração pra cachorro. Vestidos de festa brilhantes. Dinheiro. Dr. Zuquim. Carandiru. Metrô. Não entendo nada. To perdida. To achada. To perdida. Moço, como faço pra pegar a marginal ? Ih...a marginal? Menina, você já passou do retorno faz tempo. Avenida Paulista. Céu nublado. Parece que to em Londres. Elevador panorâmico. Ponte estrelada, estaiada, entalada, reformada, criada, nossa quanto ada. Nossa quanta gente. Nossa quanto carro. Nossa como eu sou caipira. Nossa to com medo. Perdi a hora. Perdi o anel. Perdi a coragem. Perdi o sono. Perdi o controle. Fuga pra ver caras jovens na rua escondida. Conservadorismo. Família íntegra no Domingo. Primo entrando e saindo. Saudade pouca que logo esquece. Distância. Batom vermelho. Bota. Moça, tem desse mesmo modelo de cor diferente? Nude? Não, não, essa não. Chocolate com granulado e banana. Mercadão. Gritos de oferta fresquinha o quilo. Pitanga. Parmesão. Coração. Cerveja. Mortadela. Olha pra ela rapaz, senão você perde a moça. Cuida dela! Pimenta. Linguiça com paio. Cheiro verde. Açafrão em pote em pó. Pára de ser grosso que eu páro de ser chata. Sol. Sorriso. Pêra. Morangos enormes. Xirimóia. Quê moço? Xirimóia. Setenta reais o quilo. Que gostoso. Me vê uma. Não, não, duas. Vou levar uma pra ele.

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